A Confederação Brasileira de Futebol divulgou na manhã desta segunda-feira (04) o áudio da comunicação entre o árbitro Matheus Delgado Candançan e Marcio Henrique de Gois, que esteve à frente do VAR na partida entre Mirassol e Corinthians, na noite do último domingo, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A partida terminou com vitória da equipe da casa por 2 a 1 e devolveu o Timão à zona de rebaixamento.
A diretoria corintiana reclamou de três lances na partida. Deles, apenas um teve o áudio do VAR divulgado pela CBF: a revisão do cartão vermelho ao atacante Edson Carioca após lance com o meio-campista Matheus Pereira.
Veja abaixo os principais pontos da comunicação entre árbitro e VAR:
ÁRBITRO: “Para mim é vermelho. Ele vai por trás, jamais jogaria a bola e trava a perna no tornozelo. Jamais jogaria a bola. Tem um carrinho por trás. Ele jamais jogaria a bola”.
AVAR: “O que atinge é o joelho inicialmente e depois o contato lateralizado com a perna”.
ÁRBITRO aos capitães em campo: "Ele dá uma tesoura por trás, jamais jogaria a bola e atinge acima do tornozelo com a sola. Ele vai muito forte, velho”
AVAR: “O que eu vejo aqui: não tem contato com as travas, ele não fecha a perna. O contato é com o joelho. É um contato médio, não é um contato com força excessiva”
VAR: “Matheus, ouvi seu relato e vou recomendar revisão para possível não cartão vermelho. Nas imagens que nós temos aqui não tem trava na chuteira, não tem tesoura. O único contato que tem é um joelho no pé”.
ÁRBITRO: “OK, Gois. O contato não é com a sola, o contato é com o joelho. Por isso é uma ação temerária, ok? Vou trocar a decisão de cartão vermelho para cartão amarelo para o n°95 por ação temerária, certo?”
Falando a jornalistas após a partida no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, Marcelo Paz, executivo de futebol do Corinthians, não escondeu o incomodo com a atuação da equipe de arbitragem.
“Temos que falar da arbitragem, que não foi boa. Os lances todos duvidosos foram ruins para o Corinthians”, disse o executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, em entrevista depois da partida que teve arbitragem de Matheus Delgado Candançan e Marcio Henrique de Gois à frente do VAR.
“Primeiro a expulsão do centroavante do Mirassol, o Edson Carioca, que a meu ver poderia ser mantida a decisão de campo, pela sensibilidade do árbitro do lance. Depois vem um pênalti totalmente discutível se foi falta ou não, que prevaleceu a decisão de campo e o VAR não chamou. E depois um lance totalmente indiscutível do segundo gol, um pisão no Garro, uma falta clara, que o VAR deveria ter chamado e interferiu no lance, sai o gol do Mirassol”.
“Vamos nos pronunciar com educação e firmeza, deixando clara nossa insatisfação. Diversos erros hoje: quando foi com o Mirassol, foi feita a revisão; quando a favor, não foi feita. O segundo gol é indiscutível. E queremos deixar essa lembrança do tribunal, pois temos que ter uniformidade pelo bem do futebol brasileiro. Amanhã vamos ter participação na reunião sobre a arbitragem. Estaremos em voo para a Colômbia, mas vamos designar alguém para que busque as explicações para a arbitragem de hoje”.
Marcelo Paz se manifestou também sobre o caso do goleiro Hugo Souza, que foi punido pela 3ª Comissão Disciplinar do STJD com dois jogos de suspensão após criticar a atuação de Flávio Rodrigues de Souza, árbitro que comandou o último Dérbi, enquanto o volante Thiago Mendes, do Vasco, foi absolvido pelo órgão após críticas à arbitragem.
“Novamente venho aqui falar sobre isso, é ruim falar sobre prejuízos ao Corinthians. Quero reforçar que foge da arbitragem, mas o Hugo foi punido por dar entrevista, pegou dois jogos, depois reduziu para um, mas outros jogadores tiveram falas mais acintosas e o tribunal de cara absolveu. Temos que deixar esse questionamento. Se fazemos parte da mesma competição, os critérios devem ser os mesmos”.
Próximos jogos do Corinthians:
Santa Fe (F) - 06/05, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores
São Paulo (C) - 10/05, 18h30 (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Barra (C) - 14/05, 19h30 (de Brasília) - Copa do Brasil
