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Nascida no Havaí, paixão pelo Flamengo de berço; Luana Silva escolheu Brasil e colocou país no topo do surfe após 18 anos

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Número 1 do ranking da WSL, Luana Silva projeta próximas Olimpíadas e explica o que faltou nos Jogos em 2024 (0:57)

Surfista concedeu entrevista exclusiva à ESPN (0:57)

Depois de 18 anos, o Brasil está no topo do ranking mundial do surfe feminino novamente. O feito foi alcançado por Luana Silva, após o vice-campeonato da atleta na etapa de Gold Coast da WSL.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, a surfista falou sobre o feito histórico: “A ficha está caindo ainda. Eu passei por muitos altos e baixos na minha carreira, mas eu estou muito feliz onde eu estou”.

A última surfista brasileira que havia alcançando o topo do ranking foi Jacqueline Silva. Para Luana, a sensação de quebrar o jejum foi impagável.

“Estou evoluindo a cada dia, estou mais focada do que eu era o ano passado. Então, só para ver essa evolução me deixa muito feliz. E quebrar esse jejum de 18 anos para liderar o ranking, representando o Brasil, não poderia ser melhor”.

“E essas meninas que vieram antes de mim, a Jacqueline, a Silvana, a Tati, me inspiram desde pequenininha. Eu sempre fui inspirada pela Silvana, por causa que ela estava evoluindo as manobras mais radicais”, completa.

Luana é filha de pernambucanos, a família toda é brasileira, mas nasceu no Havaí. A atleta mudou de bandeira e começou a defender o Brasil em 2022, decisão que foi motivada por Tati Weston-Webb.

“A Tati foi a pessoa que me colocou pilha para trocar de bandeira, para representar o Brasil, porque ela tem a mesma história que eu. Ela foi criada no Havaí, cresceu lá também, então a gente tem uma história bem similar. E ela também me inspirou desde pequenininha, ela vai em umas ondas gigantescas, sem medo”, explica Luana.

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Nascida no Havaí, Luana Silva trocou de bandeira em 2022 para representar o Brasil motivada por Tati Weston-Webb: 'Me inspira desde pequena'

Surfista e número 1 do ranking mundial, Luana concedeu entrevista exclusiva à ESPN

A surfista ainda ressalta a importância da torcida brasileira e não tem dúvidas de que fez a escolha certa ao mudar de bandeira. “Nenhum outro país que é igual ao Brasil. A Tati ficava falando super bem depois da troca dela, de como o Brasil a abraçou e a apoiou. De como torceram por ela”.

“O Brasil é um país inteiro torcendo por você. Não tem igual, acho que essa paixão, essa energia não tem igual. É um país cheio de energia, de cultura, de calor, essa paixão, então eu acho que eu fiz uma troca certa”, acrescenta.

Luana revelou que já está pensando nas próximas Olimpíadas e que o foco é conquistar uma medalha. A surfista participou a última edição dos jogos em Teahupo'o, em 2024, e caiu nas quartas de final.

“Quero representar o Brasil de novo nesse palco gigante. Eu acredito que eu não estava bem preparada para as primeiras Olimpíadas. Teahupo’o é uma onda muito difícil, tem que ter uma técnica muito perfeita mesmo para surfar aquela onda, é um desafio para mim. Para as próximas Olimpíadas eu quero estar muito mais preparado para lá, para conseguir ganhar uma medalha”.

Brazilian storm

A surfista fala como é fazer parte da brazilian storm e ser próxima dos atletas que são como ídolos para ela: “É muito irado, porque todos esses caras são meus ídolos também, eles me inspiram muito. Sou fã do Filipe, Gabriel, Ítalo, desde sempre. Então é muita risada, é uma vibe boa, a gente sempre torcendo por cada um”.

Relação com o futebol

A surfista ainda revela que é torcedora do Flamengo por conta da influência do avô. “Em jogar futebol eu não sou muito boa. Jogava quando era pequena, mas não era a melhor do time. Meu avô é flamenguista, então tem que ser flamenguista”.

Luana acompanhará a seleção brasileira nos jogos da Copa do Mundo e estará no Brasil para disputar a etapa de Saquarema. “A Copa eu vou assistir. Vai ser uma loucura, acho que vai ser o maior campeonato de Saquarema da história”, completa.